America, Fuck Yeah!

11 12 2007

guilhermesolari.jpg

O video que você apreciou acima contém a trilha sonora do filme Team America, dirigido e escrito pelos mesmos criadores da série South Park. O filme é uma óbvia sátira às pretensões “cowboy” de alguns americanos de serem a polícia do mundo,mas o interessante para a nossa conversa aqui é a reação que essa música teve no youtube.

Muitos dos próprios americanos pareceram não perceber, ou não se importar, que a música satiriza o imperialismo e postaram videos de americanos matando e batendo em supostos terroristas. Fuck yeah!

Quem tiver estômago forte pode conferir o que eu estou falando em:

http://www.youtube.com/watch?v=cvmginEyGZ8

E os de estômago MUITO forte podem conferir o que eu estou falando em:

http://www.youtube.com/watch?v=G5QAevxG6_U

Nunca fui muito a favor das pessoas que criticam os americanos pelo seu imperialismo. Raios, qualquer outro país da America Latina acha que o Brasil é imperialista (pergunte a um amigo seu argentino o que ele acha sobre o tema).

Mas essa atitude Fuck yeah! existe, sim, entre alguns americanos. Claro que imagino que esses vídeos sejam postados por adolescentes que enxergam esse tipo de embate como um jogo onde o “nosso lado está ganhando”, mas mesmo assim mostra um pouco da faceta que assusta a comunidade internacional.





Big Brother Corinthians

1 12 2007

thiagoperes.jpgOntem, em seu blog no UOL (blogdojuca.blog.uol.com.br), em postagem intitulada “Acredite se quiser”, Juca Kfouri escreveu: “O canal Sportv está transmitindo, ao vivo, direto de Porto Alegre, o treino do Corinthians no Beira-Rio. Repita-se: o treino é do Corinthians, não da Seleção Brasileira.” No site do Zero Hora, de Porto Alegre, a jornalista Mariane Hahn observou o seguinte, sobre o mesmo treino: “Chama a atenção a quantidade de jornalistas de veículos paulistas e nacionais presentes. Mais de 50 profissionais trabalham no local, entre repórteres, câmeras e cinegrafistas. Um deles é Caco Barcelos, da Rede Globo.”

Tudo é mais difícil para o Corinthians? O torcedor que concorda com esta máxima - provavelmente muitos -, deve ter até pensado, há muito tempo, analisando a tabelinha do campeonato: “Hmmm… Acho que a briga para fugir do rebaixamento vai ficar para a última rodada, contra o Grêmio, lá em Porto Alegre. É a cara do Corinthians!” De fato, ficou; com o Grêmio lutando por vaga na Libertadores, e o Inter, que joga contra o Goiás - que também tenta evitar o descenso -, apenas cumprindo tabela (isso, sem mencionar o Paraná, que joga no Rio contra o Vasco…).

Desta vez, porém, buscar explicações para a atual situação do timão no jargão “corintiano sofredor” é ato de leviandade. O Corinthians sofre as conseqüências de uma administração irresponsável, que virou caso de polícia. Os holofotes voltados para o Beira-Rio devem-se ao carisma de um clube - amado ou odiado, mas nunca ignorado - que não consegue profissionalmente explorar de forma eficaz seu próprio potencial de mobilização. Estamos vendo hoje um Big Brother Corinthians. Esperam os corintianos não verem, em 2008, um Big Brother Corinthians Série B.

Por: Thiago Peres





Gus Van Sant´s Last Days

19 11 2007

thiagoperes.jpgNo final de Últimos Dias, filme do diretor holandês Gus Van Sant, há um aviso informando que a obra foi parcialmente inspirada nos momentos finais da vida de Kurt Cobain. Acima de qualquer outra coisa, o filme deixa claro que Cobain estava sozinho - talvez o diretor tenha sugerido que a solidão era um traço inseparável da personalidade do artista, e tratou de retratar somente os efeitos de todas as vertentes de sua existência que, naquele ponto, pareciam distantes, desconexas e muitas vezes enfadonhas. Cansado, Kurt perambula por um ambiente nebuloso, ao redor de sua casa localizada dentro ou nas imediações de um bosque. O tempo fechado de Seattle conduz o tom do filme, impondo àquele lugar um certo ar de mundo paralelo. O que impressiona nessa obra é sua proximidade com o legado do Nirvana. Não é sugerido, em nenhum momento, impulsos de genialidade em meio ao caos, mesmo na única cena em que Kurt pega o violão e toca uma canção inteira, mais uma vez sozinho. Há estreita coerência entre a figura de Cobain e o produto de sua obra. Parece que somente dali poderia sair a música da última grande banda de rock que apareceu no mundo. E somente isto, sem julgamentos de outra natureza, deixou claro Van Sant.

Por Thiago Peres





The Red Elvises

16 11 2007

guilhermesolari.jpgQuando as pessoas me perguntam pelas ruas “Solari, qual é afinal a melhor banda comunista de surf music do mundo?” a resposta para mim é cristalina como gelo siberiano: “Ora, The Red Elvises“.

Acompanhe a cobertura completa da banda abaixo do hit Love Pipe que fez parte da trilha sonora do filme Six Strings Samurai. Você pode encontrar mais informações sobre o filme NESTE post da Taverna Fim do Mundo.

Mais estranho que uma banda russa de surf rock, é que essa é uma banda boa de surf rock. Para alguém que começa o dia com um gole de vodca, no café da manhã é inegável que a bande entende bastante de “Rokenrol” (nome de um de seus CDs).

cover11lunatics.gifcover02surfing.gifO Red Elvises é uma banda com integrantes nascidos em países do antigo bloco soviético. A banda nasceu na Califórnia nos anos 90 e suas músicas são conhecidas pela maneira anacrônica que juntam referências americanas e soviéticas, vestindo com vontade o clichê de comunas comedores decover10rokenrol.gif criancinhas criado no ideal americano devido à guerra fria.

Mas, Deus me perdoe, eu gosto da música desses malucos. No site oficial da banda tem algumas músicas disponíveis em mp3, sendo que algumas delas já se tornaram clássicos pessoais para mim. Como a Love Rocket, Cosmonaut Petrov, Winter Reggae e Siberia, na qual eles cantam com saudade cantando as belezas da Siberia como se o lugar fosse um paraíso tropical.

Mas diferente de outras bandas com um lado mais engraçado, os Elvises não são só uma desculpa para brincar com a sua esquisitice, eles juntam um tom engraçado com músicas muito boas. Eles se formaram um público fiel ao longo dos anos, costumam fazer tours anuais pelos Estados Unidos e Europa e, pelo que fiquei sabendo, as apresentações do em Moscow costumam juntar milhares de pessoas sem ficar devendo em nada pra bandas mais comerciais.

Fiquei sabendo dos Red Elvises quando traduzi o filme Six-String Samurai (mais sobre o filme e outra música dos Red Elvises neste post da Taverna Fim do Mundo que mencionei). Eles criaram, executaram a trilha sonora e ainda fizeram uma ponta no filme.





A Saga de Edson Refrão

14 11 2007

thiagoperes.jpg Na Rua Teodoro Sampaio, em meio à vastidão de lojas que vendem instrumentos musicais, mora, em um sobrado antigo, um personagem peculiar de nossa música. Nascido na cidade de Araras, filho de pai desconhecido e mãe professora de conservatório, Edson mudou-se para São Paulo aos 18 anos de idade. Aprendeu muito cedo a executar os grandes clássicos da música erudita no piano - dizem que, com 15 anos, já tocava melhor que sua mãe. Mas o garoto gostava mesmo era de samba.

Certo dia, num boteco da Lapa, Edson ajudou um compositor renomado a criar uma canção tão conhecida nos dias de hoje - não posso mencionar qual, por motivos legais -, que muita gente pensa tratar-se de composição de origem desconhecida, ou seja, um daqueles clássicos enraizados na cultura popular com dimensões comparáveis às velhas cantigas de roda. E isto é um elogio.

Ao longo do tempo, o compositor auxiliou inúmeros músicos talentosos a concluir canções inacabadas e tidas como sem solução pois não possuíam um refrão de primeira qualidade - e esta era sua especialidade: a composição de refrões que “grudam no ouvido”. Na realidade, Edson - já conhecido no submundo musical como “Edson Refrão” - cobrava por sua colaboração em músicas alheias e, em contrapartida, não exigia que seu nome entrasse no crédito das composições.

Aos 34 anos, Refrão contribuiu com um dos maiores fenômenos de venda dos anos 90, e, já com muito dinheiro no bolso, resolveu parar. Comprou seu cantinho em Pinheiros e desde então, como gosta de comentar com seus amigos, dedica-se ao grande legado que pretende deixar para a posteridade: a autobiografia Poeta Proibido (título provisório), que promete concluir e “se tudo der certo” publicar no ano do campeonato mundial de futebol no Brasil, em 2014. Edson disse que está até disposto a vestir as chuteiras mais uma vez e compor o refrão do hino da Copa - mas é claro, em troca de muita publicidade para o livro.

Por: Thiago Peres





Peça de Teatro Relembra a Vida e a Obra de Manuel Bandeira

6 11 2007

guilhermesolari.jpgA peça A Majestade de Pasárgada, em cartaz a partir desta quinta-feira no SESC Belenzinho, é uma viagem tocante e irreverente pela vida e obra do poeta Manuel Bandeira (1886-1968). O grupo de teatro Ne Veritas se utiliza de grandes poemas do autor para compor o diálogo do espetáculo, que conta a história de um jovem Bandeira viajando em meio aos seus próprios poemas em busca da frase perfeita que o aguarda em Pasárgada. “Esta peça é um verdadeiro sonho de infância meu. Eu cresci com o meu pai lendo os poemas do Manuel Bandeira e sempre soube que um dia eu iria homenageá-lo de alguma forma.” diz o também pernambucano Samuel Vergueiro, 53, que assina tanto a direção quanto o texto.

Os amantes do poeta não vão se desapontar com a grande quantidade de referências ao seu universo, que vão desde tangos argentinos quando o protagonista se encontra em apuros, até uma lúdica invasão do palco por histéricos sapos falantes.

Ao longo de sua jornada interna, a personagem de Bandeira vai envelhecendo conforme “revive” as suas obras. Se apaixona por Tereza ao terceiro olhar, ri com a desenvoltura sincera de Irene que dança pelos céus, pergunta sobre o mundo a uma cotovia que viu de tudo, chora a morte de um pequeno pardal e tenta, sem sucesso, seduzir com suas “ternurinhas” um pacato porquinho da índia. Todas as falas são recheadas com trechos de grandes obras do poeta como “Paisagem Noturna”, “O Inútil Luar”, “Pneumotórax”, “Canção da Parada do Lucas” e “A Morte Absoluta” entre outras.

A viagem de Manuel Bandeira na peça simboliza a própria peregrinação que o poeta fez em vida buscando sempre cidades com climas mais amenos, numa constante fuga do fantasma da tuberculose. Assim como na realidade, o frágil Bandeira da peça (interpretado pelo ator veterano Josuel Mancir) resiste além das mais otimistas perspectivas até o épico final em Pasárgada, onde finalmente se encontra com o rei, tem a mulher que quer e a cama que escolheu. E lá ficou em Pasárgada.





Boleiro que é Boleiro…

6 11 2007

thiagoperes.jpgTodos aqueles que gostam de futebol têm alguma história sobre um parente, amigo ou conhecido que jogava muuuuuito, e só não virou profissional porque…

1 … o pai não deixou. Fez o moleque ir para a faculdade e aí - bom, aí você já sabe… - o sujeito perdeu o pique;

2 … o indivíduo só pensava na tal da cachaça;

3 … teve que sustentar a família desde muito cedo, coitado;

4 … nas peneiras dos clubes “só tem esquema!” - e mais do que isso: “Tem que conhecer um diretor aqui, outro supervisor ali… Ou então comprar a vaga!”;

5 … teve um problema no joelho. Menisco.

Aliás, quem é fanático por futebol - boleiro mesmo! - tem certeza de que possui potencial para jogar no miolo de zaga de qualquer time pequeno - digamos, por exemplo, Ferroviária de Araraquara - até completar uns quarentinha. O que o sujeito não tem é chance, mesmo!

Por: Thiago Peres





O(s) Falso(s) Funcionário(s) Público(s)

1 11 2007

thiagoperes.jpgO Fórum Criminal Federal da cidade de São Paulo ficava localizado num prédio antigo na Praça da República. Dependesse da fachada do edifício, ninguém que passava por ali perceberia que tratava-se de um prédio público em pleno funcionamento - exceto por um personagem que orientava o trânsito e abria espaço para os veículos oficiais estacionarem, devidamente uniformizado, usando imensos óculos escuros e assoprando seu apito em uma altura que podia ser ouvida por todo o Arouche. O sujeito era conhecido na região, transmitia um ar austero e de intenso comprometimento com a função, com seu dever como funcionário público. Funcionário público? Alguns anos depois, descobri tratar tal personagem de um aposentado, que resolveu gratuitamente dirigir sua força de trabalho para algo que acreditava poder contribuir, seja de que forma fosse. Na frente daquele mesmo prédio, todos os dias, no final da tarde, um veículo Land Rover Defender verde escuro ficava estacionado, aguardando seu dono. Disseram-me uma vez que o proprietário era um “juiz esquisitão”. Assim como na história do primeiro personagem, descobri somente anos depois que o juiz, dono do veículo, era Rocha Mattos, pivô central do escândalo de venda de sentenças. Rocha Mattos era muito bem remunerado pelo Poder Público. Todos conhecem sua história ou já ouviram seu nome. Recentemente, o Fórum Criminal Federal foi transferido para um prédio na Alameda Ministro Rocha Azevedo, próximo à região dos Jardins. Rocha Mattos, hoje preso, teria gostado. Para o outro sujeito, acredito, é indiferente.

Por: Thiago Peres





A Tradição Xintoísta e a Ecologia

30 10 2007

guilhermesolari.jpgDevido a mudanças climáticas e ao crescente esgotamento dos recursos naturais é muito comentado nos dias de hoje a questão do equilíbrio do ser humano com a natureza, quando a tradição xintoísta japonesa já adota a séculos uma moral de coexistência e respeito com o meio ambiente, enxergando-o, não como um recurso a ser domado pelo ser humano, mas com uma atitude de respeito e reverência, consciente de que por mais que avance cientificamente o homem deve a sua sobrevivência à natureza.

Esse tipo de moral respeitosa pode ser encontrada no culto aos kami, entidades espirituais que habitam nosso mundo, e que podem existir na forma de um rio, uma floresta, árvore ou animal. Também é forte na religião xintoísta o culto aos antepassados e o ensino do respeito aos mais velhos.

Essa moral de equilíbrio e de coexistência pacífica com a natureza bate de frente com a visão ocidental moderna, que enxerga a natureza como um mero recurso a ser utilizado pelo ser humano. A humanidade começa agora a pagar o preço desta arrogância com o aquecimento global e a destruição em escalas nunca antes vistas de ecossistemas e das espécies que os habitam.

A ciência busca hoje soluções para este problema em formas de energia renováveis e utilização de materiais menos nocivos ao equilíbrio natural, mas talvez a solução para a atual crise ecológica pela qual a humanidade está passando não se encontre no desenvolvimento científico do futuro, mas na simples sabedoria ensinada por uma ideologia do passado.





Os Escritores: O Grande Problema da Literatura

23 10 2007

guilhermesolari.jpgConvenhamos, ninguém mais tem tempo ou saco de sentar-se para ler um livro hoje em dia. Quer dizer, fora do banheiro, e talvez na sala de espera do dentista se a coleção de revistas dele for muito velha.

Eu não vou aporrinhar vocês com o velho clichê de que “neste país”, “nos dias de hoje” nesse “império das imagens” com sua “velocidade de video clipe” as pessoas “desaprenderem a ler” ou que “a culpa é da televisão” ou “da internet”. Por mais que isso tenha uma parcela de verdade, acho que esse fator é muito superestimado e serve de bode expiatório para o real problema. Na verdade eu acho que as pessoas lêem poucos livros porque escrevem muita coisa ruim por aí. Mas ruim de doer.

Não me entenda mal, eu adoro comprar livros de autores novos e fuçar blogs de escritores por aí. Poxa, eu sou o cara que COMPRA o livrinho que o poeta chato distribui nos barzinhos da Avenida Paulista ou Vila Madalena nas sextas feiras e me dou ao trabalho de ler depois (não estou falando de você, Mine, mas de outro poeta chato). E salvo um ou outro achado de pessoas com um talento que beira o assustador (pois elas existem), sinto dizer que pouquíssimas vezes fui recompensado. Quando tentam fazer algo diferente e erram a mão feio eu até respeito, mas a grande maioria das vezes você encontra gente que escreve num tom pretensioso e acaba fazendo uma fotocópia barata de Machados e Clarisses. Raios, se for pra ler isso eu leio o original!

Não gosto pessoalmente desses autores, mas quem critíca os Paulos Coelhos, J. K. Rowlings e Dan Browns da vida, apenas por seu sucesso, devia tentar perceber que milhões de pessoas lêem os livros dessa gente pelo simples fato de que elas gostam. A pedante crítica sobre a qualidade dos livros desses autores muitas vezes esconde uma pontinha de inveja do seu sucesso, quando a meu ver eu acho muito saudável que pessoas que não liam nada além de CARAS ou PLACAR encontrem algo que as divirta em um livro. Ainda mais depois do ensino primário e médio “deste país”, que ao entuchar goela abaixo da garotada os grandes baluartes literários de séculos passados conseguem com grande eficiência assustá-los para sempre para bem longe da literatura. Eu sei que eu passei a gostar de ler apesar do meu colégio, e não por causa dele.

Salvo um ou outro caso excepcional, literatura é coisa de velho. Eu não tenho nenhum plano diretor sobre educação, mas arriscaria dizer que a diversão devia ser o primeiríssimo fator na escolha dos livros que as crianças e adolescentes vão entrar em contato na escola, em segundo plano o mérito literário. Na verdade, a diversão devia estar no primeiro e segundo plano e o mérito literário no terceiro. Melhor, deixe o terceiro vago e coloquem o mérito literário no quarto. Porque por mais que você não esteja ensinando os temas medievais contidos nos Lusíadas, você está ensinando uma coisa muito mais importante: o hábito de ler. E é isso que falta na verdade.

O meu livro favorito é Don Quixote. Eu já o reli diversas vezes. Caso eu tivesse que encarar este catatau de 500 páginas no colegial eu duvido que eu teria memórias muito agradáveis sobre ele. A mesma coisa sobre Shakespeare. Quando você gosta de ler o seu gosto se modifica com o tempo e por si só você se aproxima de obras mais refinadas. Aprender a gostar de ler é um processo muito longo e com poucos atalhos, ensinar um hábito é mais difícil do que ensinar idéias. E a meu ver essa idolatração de baluartes passados tem uma grande influência na qualidade da produção dos novos escritores.

Nós vivemos sim em um país de analfabetos, mas culpar a falta de educação da população por não querer ler “as grandes promessas da literatura nacional” (eu fujo sempre que leio essa frase) é muito arrogante. A típica atitude de “nós que vivemos na torre de marfim” que se encontra nos círculos artísticos e acadêmicos “dos dias de hoje”, “neste país”.

A diversão precisa fazer parte dos livros. De novo: A diversão precisa fazer parte dos livros. Mais uma vez: A diversão precisa fazer parte dos livros.